Ricardo Jorge Costa Duarte O Covão d’Ametade, outrora uma pastagem cerval, representa uma depressão de origem glaciar que foi arborizada com vidoeiros ao longo das margens do rio. É um cenário paradisíaco carregado de sentimento bucólico e poético. São três os Cântaros que se erguem em torno do Covão d´Ametade: o Cântaro Raso, mais a sul; o Cântaro Magro, central e emblemático de toda a Serra da Estrela; e o Cântaro Gordo, a norte.
O rio Zêzere nasce junto à Torre, a cerca de 1993m de altitude, precipita-se por entre as paredes íngremes dos Cântaros e começa a ganhar forma no Covão d´Ametade, onde se passeia com sobeja vaidade, como que preparando-se para engrossar o caudal para depois o depositar, com toda a sua força, no rio Tejo. Deixando o Covão d´Ametade, o rio Zêzere irrompe pelo Vale Glaciário e percorre 248km por entre vales de abundante fertilidade, até desaguar no rio Tejo, em Constância. Com mais de 10km de extensão, o Vale Glaciar do Zêzere apresenta-se bem moldado, em forma de «U», expurgando água por todos os seus poros.
DEscrição do Percurso
Seria difícil escolher melhor cenário para o início desta Grande Rota, do que o espetacular Vale Glaciar do Rio Zêzere, que é percorrido neste troço inicial.
Após cerca de 1 km percorrido na EN 338, o percurso de BTT separa-se do percurso pedestre que aqui abandona o asfalto. De BTT continua-se por mais 4,2 km pela E.N. Percorrida esta distância abandona-se o asfalto e entra-se à direita num largo caminho de terra para, após 300 metros, voltarmos a encontrar o percurso pedestre. Cruzam o rio em conjunto e prosseguem ambos pela margem esquerda do Zêzere até Manteigas.
Informação importante: Percurso de BTT diferente do pedestre neste troço pela existência de uma variante com 4,5 km.




Elsa Maria Mendes Lopes
José Adelino Abrantes Ferrão
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