ADXTUR-Bruno Ramos Fornos
A aldeia possui dois fornos tradicionais a lenha.
Esta é uma aldeia que se esqueceu do tempo. Por detrás das casas da última rua, a ribeira de Almaceda faz cantar as águas e os rouxinóis.

ADXTUR-Bruno Ramos
A aldeia ficou ali, ao lado da ribeira, a ver as pessoas a partir. E assim ficou durante de muitos anos, até que, há alguns anos, despertou dessa dormência. Por detrás das casas da última rua, a ribeira de Almaceda faz cantar as águas e os rouxinóis. Lá fora, o forno comunitário ainda exala o cheiro do pão acabado de cozer. Os fornos são os elementos mais interessantes em Martim Branco. Basta provar o pão para perceber porquê.
Num terreno de variados relevos, ora altos ora baixos, ora estreitos ora largos, ora arredondados ora bicudos, é neste tipo de paisagem, ora agreste ora meiga, ora nua ora arborizada, onde os matos a custo desabrocham, "que vive Martim Branco". Esteios de xisto erguem-se nos quintais. Antes dividiam propriedades, agora unificam a identidade da aldeia. Algumas casas testemunham raro casamento do xisto com granito, união de materiais que garante a qualidade e a perenidade dos imóveis. As portas ostentam belas e vistosas ferragens.
A Aldeia de tão pequena que nos parece, imagina-se parada no tempo, entre penedias de xisto e de quartzo, onde todas as casas e construções são modestas mas de uma genuinidade que o tempo não destruiu. Em Martim Branco há sempre um recanto que nos encanta.
ADXTUR-Bruno Ramos A aldeia possui dois fornos tradicionais a lenha.
ADXTUR-Bruno Ramos
ADXTUR-Bruno Ramos
ADXTUR-Bruno Ramos Açude com xisto ao alto para melhor resistir à força das águas.
ADXTUR-Miguel Geraldes
ADXTUR-Miguel Geraldes
ADXTUR-Foge Comigo Um dos imóveis mais carcterísticos da aldeia, recuperado no âmbito do Projeto Røros.
ADXTUR-Foge Comigo
ADXTUR-Bruno Ramos 
ADXTUR-Miguel Geraldes
Martim Branco é uma aldeia de pequena dimensão situada entre penedias de xisto e de quartzo, que não possui qualquer património construído do tipo religioso ou cultural. A aldeia desenvolve-se a partir de duas vias longitudinais - a Rua Principal e a Rua da Bica - apresentando uma configuração longitudinal. A Rua da Bica - que corre paralela e mais próxima à Ribeira de Almaceda - afigura-se como a rua primitiva do povoado, quer pelo seu traçado quer pelas construções que a ladeiam.
Apresenta-se como um aglomerado rural onde construções destinadas a habitação, palheiros, fornos comunitários e açudes, se destacam pela sua arquitetura de traçado modesto e com uma particularidade interessante: o facto de nos materiais utilizados predominar, sem adulterações na maioria dos casos, o xisto e a taipa. O material de construção predominante é o xisto, embora algumas fachadas de edifícios estejam rebocadas e pintadas. Também aqui as fachadas incorporam calhaus rolados de cores claras.

ADXTUR-Bruno Ramos
Embora diversos achados arqueológicos comprovem que a região onde se situa a freguesia de Almaceda foi povoada desde os tempos mais remotos e vários indícios apontem para que a passagem dos mouros pela freguesia tenha trazido importantes benefícios para os seus habitantes, a sua ocupação só se tornou efetiva a partir da concessão de Foral a Sarzedas.
Foi às autoridades do município da Covilhã que D. Sancho I solicitou para seu filho D. Gil Sanches a concessão de Sarzedas, na forma de herança. A régia pretensão foi atendida e em 1212 D. Gil Sanches e Paio Pais concedem foral e costumes da Covilhã a Sarzedas, com vista a restaurá-la e povoá-la. Foi a partir dessa data que a ocupação da freguesia de Almaceda, onde se inclui a povoação de Martim Branco, se tornou uma realidade.

ADXTUR-Bruno Ramos
Os valores patrimoniais naturais assumem particular relevância na pitoresca e sinuosa ribeira de Almaceda, onde se acolhem moinhos venerandos que tanto centeio e milho moeram para o “pão-nosso de cada dia”. Ao longo da ribeira abundam essências florestais comuns em quase toda a Beira Baixa: o pinheiro, o sobreiro, a azinheira e a oliveira, esta última cobrindo os vales mais férteis que rodeiam Martim Branco. Os terrenos não cultivados cobrem-se de matos característicos da região: a carqueja, o rosmaninho, o tojo, e a giesta.
A fauna é variada: se escutarmos e olharmos com atenção podemos ser presenteados com visões de rara beleza de uma raposa, um coelho ou lebre, perdiz, tordo, tentilhão, pintassilgo, codorniz, cuco ou cotovia. Há sempre um recanto que nos encanta neste espaço entregue à natureza.
O nome Ribeira de Almaceda parece estar associado ao caudal de água que nela corre. Assim, segundo PIMENTEL (1881) almaceda é nome de origem árabe que significa "águas abundantes". A ribeira encontrará o Rio Ocreza e este, depois de descansar um pouco na Barragem da Pracana, engrossará o Tejo.

ADXTUR-Bruno Ramos
Perdida entre as numerosas e cada vez mais pequenas elevações com que a Serra da Gardunha e a Serra do Muradal se vão diluindo na charneca, Martim Branco estende-se no ameno declive duma encosta de exposição soalheira da margem esquerda da Ribeira de Almaceda. Esta circunda a aldeia na sua parte Oeste e vai desaguar no rio Tripeiro, um dos afluentes importantes da margem direita do rio Ocreza. Por onde passa toca os limites desta povoação do concelho de Castelo Branco, rodeada por terrenos de variados relevos e por uma paisagem alternadamente agreste e meiga, nua e arborizada, onde os matos a custo desabrocham.
Distando um total de 24km de Castelo Branco, Martim Branco está apenas a escassos 2km da EN112, a estrada que de Castelo Branco procura passar entre a Serra do Muradal e da Gardunha, rompendo a Serra do Açor a caminho da Serra da Lousã.

ADXTUR-Bruno Ramos
Entre penedas e quedas de água
O edifício mais distinto da aldeia alberga hoje uma Loja Aldeias do Xisto
O percurso circular dos moinhos tem início em Martim Branco, interessante aldeia de tradicional casario em xisto do Concelho de Castelo Branco.
Percurso fácil, desenvolve-se ao longo da Ribeira de Almaceda em direção à aldeia de Rochas de Baixo regressando a Almaceda.
Uma praia fluvial que preserva o curso natural da ribeira.
Percurso circular de grau moderado que acompanhada a ribeira de Almaceda.
O que outros já partilharam
0 comentáriosEscolha uma das seguintes opções para deixar o seu comentário.
Registe-se nas Aldeias do Xisto Já tem uma conta? Faça login