PR4 VLR - Caminho do Xisto de Água Formosa - À descoberta das Ribeiras
Circular Difícil 7,4km 2h50mO caminho aproveita os antigos trilhos dos moleiros e agricultores.
Uma história que hoje se veste de futuro
Existem vestígios de uma ocupação do território das Aldeias do Xisto desde os tempos pré-históricos, seja nas gravuras rupestres encontradas à beira Zêzere, na Barroca, ou nos vestígios e achados arqueológicos do período neolítico ou bronze I encontrados em Góis, só para dar dois exemplos.
Romanos, bárbaros e árabes também por aqui deixaram os seus vestígios, em algumas pontes, calçadas e nomes de locais.

ADXTUR-Bruno Ramos
A fixação das populações nas aldeias deu-se também por força das atividades pastoris e agrícolas.
Mas é na época medieval que se dá o povoamento ou a expansão generalizada das Aldeias do Xisto, algumas por se encontrarem em pontos estratégicos de rotas comerciais, como Sobral de São Miguel, Fajão e Aigra Velha (considerada uma autêntica estação de serviço dos tempos antigos); por necessidade de fixação para atividades pastoris e agrícolas; outras por aquartelamentos de ordens religiosas, como Álvaro; e uma única por decreto régio, como é o caso de Sarzedas, a única destas aldeias com título nobiliárquico.
Há também evidências da época Filipina, numa ponte de Pedrógão Pequeno, e recordações do saque napoleónico.
Como é sabido, as aldeias atravessaram um período de desertificação e abandono em meados do Séc. XX, quando as suas populações partiram em busca de melhores oportunidades.
Mas assiste-se hoje a um repovoamento e renovação destas comunidades que as faz vestirem-se de futuro.
O caminho aproveita os antigos trilhos dos moleiros e agricultores.
O ponto de acolhimento e partida para a descoberta das cerca de 100 rochas gravadas já inventariadas na freguesia do Piódão.
Este percurso leva-nos aos antigos trilhos dos mineiros...
Arte rupestre em telas de pedra
A Rota dos Pastores e da Lajeira surpreende pela beleza natural, mas também pela riqueza histórica e cultural.
É um importante conjunto de elementos religiosos, datáveis num período que se estende do séc. XVI ao séc. XX.
A história das práticas religiosas neste lugar estende-se por dois mil anos.
É uma aldeia dotada de poucos mas muito significativos edifícios religiosos.
Conjunto de elementos, do séc. XVII ao séc. XIX, do qual se destaca a Igreja Matriz, nomeadamente pelos seus interiores.
Os edifícios são, genericamente, de linhas sóbrias e destituídos de elementos decorativos.
Conjunto de elementos que testemunham uma actividade religiosa organizada desde o séc. XVI até ao presente.