1 milhão de euros para Valorizar as Aldeias do Xisto
O contrato assinado no âmbito do programa Valorizar vai reabilitar estruturas afetadas pelos incêndios e incrementar os fatores de atração turística.
São 370 Km de aventura. A pé, de bicicleta ou de canoa, percorra toda a extensão do Rio Zêzere, da nascente na Serra da Estrela, à foz em Constância, onde encontra o Rio Tejo.
O vale do Rio Zêzere é uma das unidades territoriais que compõem o território das Aldeias do Xisto e uma das áreas naturais de maior diversidade ambiental do país. A criação da GRZ- Grande Rota do Zêzere (GR 33) foi pensada para permitir aos utilizadores usufruir de um contacto mais próximo com este património natural.
Os 370 Km de extensão da GRZ percorrem 13 concelhos e unem importantes marcas nacionais: Serra da Estrela, Aldeias do Xisto, Castelo de Bode e Rio Tejo. O percurso foi projetado para ser multimodal, podendo ser feito a pé, de bicicleta ou de canoa. Assim, pode realizar-se de forma contínua e encadeada, por troços ou mesmo em circuitos multimodais, recorrendo a mais do que uma disciplina. Para este aspeto contribui o caráter inovador das 13 Estações Intermodais existentes ao longo do percurso. As estações estão encerradas e a sua utilização carece de marcação prévia com os municípios responsáveis.
Veja um pouco mais abaixo nesta página COMO USAR A ROTA?

O traçado da rota acompanha de perto o rio. Aqui junto ao Moinho das Freiras, Pedrógão Pequeno (Sertã).
O percurso da GRZ percorre uma variedade de cenários, onde é possível apreciar a riqueza da fauna e flora da região, bem como a paisagem humanizada que se foi estabelecendo ao longo das suas margens. Natureza e cultura humana mesclam-se em matizes surpreendentes ao longo do trajeto, revelando um dos segredos mais bem escondidos de Portugal.
Existem percursos complementares, quer circulares tipo Pequenas Rotas, como os Caminhos do Xisto, em torno de pontos onde a GRZ passa, quer derivações a partir do itinerário principal que levam os utilizadores a áreas geográficas e pontos de interesse próximos, como as Aldeias do Xisto, as praias fluviais, as albufeiras e barragens, entre outros.

Ao longo do Zêzere mesclam-se o património natural e a herança cultural das populações ribeirinhas - harmonia e equilíbrio entre o Homem e a Natureza.
Toda a extensão da GRZ pode ser efetuada a pé ou de BTT, mas só alguns troços podem ser feitos de canoa - uns em águas bravas provocadas pelos declives e pelo perfil do próprio rio, e outros em águas calmas, já sob a influência das albufeiras das barragens.
A rota divide-se em nove unidades coerentes, que refletem as características do rio e da sua envolvente. Cada uma destas unidades agrega várias etapas, entendidas como o percurso entre dois painéis informativos.
1. O SELVAGEM INÍCIO | 30,1 Km
2. IRRIGANDO A COVA DA BEIRA | 55,7 km
3.TERRA MINEIRA | 21,9 km
4. MEANDROS | 23,1 km
5. SOB O SIGNO DO CABRIL | 62 km
6. SÓ TU E O RIO | 22,9 km
7. O REGRESSO DA SERENIDADE | 28,4 km
8. BRAÇOS DO RIO | 71,4 km
9. A CAMINHO DO TEJO | 54,7 km
Consulte aqui as etapas de cada uma destas divisões e descarregue os respetivos tracks GPS.

A Aldeia do Xisto de Álvaro (Oleiros) é um miradouro privilegiado sobre o Rio Zêzere.
Para que tenha uma visão global da rota, mais abaixo disponibilizamos para download um ficheiro KML (Google Earth), onde encontrará os traçados das três modalidades da rota e respetivas variações e derivações, a localização dos painéis informativos, leitores de paisagem, áreas de descanso e estações intermodais, pontos de interesse como as Aldeias do Xisto e as Praias Fluviais e também, claro, locais recomedados para dormir e comer.
Instaladas em locais próximos do rio, as Estações Intermodais são estruturas multifuncionais de apoio, que permitem aos utilizadores da rota alternarem o modo de locomoção ao longo do itinerário (pedestre, BTT e canoa), sem necessidade de sair do percurso para trocar o equipamento utilizado, ou seja, bicicletas e canoas.

A rota é multidisciplinar e pode ser feita a pé, de bicicleta ou de canoa.
No decorrer dos trabalhos de planeamento da GRZ, foram-se desenvolvendo diferentes conceitos capazes de transportar este itinerário para um patamar superior aos que atualmente existem a nível nacional e mesmo internacional – as estações intermodais são um deles.
O contrato assinado no âmbito do programa Valorizar vai reabilitar estruturas afetadas pelos incêndios e incrementar os fatores de atração turística.
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Uma rede de alojamentos que oferecem serviços e infraestruturas adequadas às necessidades dos ciclistas.
Desporto, música, dança, gastronomia, estrelas no céu. Para fazer, saborear e ver a pé, a correr ou de bicicleta. Assim é a nossa programação para 2019, criada a pensar em si e nos seus.
Família, amigos e habitantes juntaram-se para aplaudir os ciclistas e fazer a festa em torno da terceira edição da prova.
Águas bravas e paisagens selvagens voltam a encantar embaixadores da Grande Rota do Zêzere, que percorreram 37 km a pé, de bicicleta e de canoa, em profunda comunhão com a natureza e com as comunidades do rio.
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Estando, no nosso concelho, o inicio do percurso pedestre a cerca de 8 kms da vila, não me parece fácil a sua utilização e respetiva dinamização, o que é uma pena dada a beleza natural que o mesmo nos proporciona. Porquê a Camara, especialmente na época de verão, disponibilizar, especialmente aos fins de semna, transportes para o local de partida e recolha num local de chegada a designar?. Seria uma boa forma de dinamizar o turismo local e mostrar a beleza natural que ali podemos desfrutar, para bem de Figueiró e da sua divulgação!.
Caros,
Entre os dias 30/07 e 2/08 de 2018 percorri, de bicicleta, a GRZ entre o Covão d'Ametade e Pedrogão Grande. Esta Grande Rota leva-nos por lugares fantásticos do interior de Portugal e por isso deve ser valorizada. No entanto, lamentavelmente, encontra-se em condições de manutenção absolutamente deploráveis apesar de ser uma GR muito nova - foi inaugurada há pouco mais de 2 anos.
Para mim foi constrangedor presenciar o estado de conservação vergonhoso em que se encontram as chamadas áreas de descanso (sem sinais de qualquer tipo de manutenção e limpeza), e o estado absolutamente intransitável de alguns pontos da GR. E quando digo intransitável é mesmo impossível de passar. O meu 2º dia de viagem, entre Manteigas e Ourondo, acabou por ser transformar numa jornada infernal por causa destes pontos intransitáveis. Começei por encontrar o caminho barrado por mato alto (muitas silvas) a seguir a Valhelhas, junto a um grande charco. Depois esbarrei numa situação semelhante a seguir a Tortosendo, onde acabei mesmo por furar os pneus nos espinhos das silvas. Aqui tive muito mais trabalho e gastei mais tempo a contornar o ponto de barramento da rota. Depois de Barco encontrei novamente o caminho barrado por mato crescido, principalmente silvas muito espinhosas. Desta vez, contornar e regressar ao track foi muito mais penoso porque envolveu uma subida muito longa e ingreme. Portanto num só dia, no percurso entre Valhelhas e Ourondo, encontrei a rota bloqueada por mato em três pontos devido à falta de manutenção. Contornar estes bloqueios e regressar à rota fez-me perder, no total, entre 1h e 1h30min, e não foi nada agradável. No 4º dia de viagem (entre Alvaro e Pedrogão Grande), voltei a encontrar o percurso intransitável na chegada a Pedrogão Pequeno. Encontrar um caminho alternativo só foi possível depois de algumas tentativas, com avanços e recuos, através de trilhos adjacentes.
Para quem caminha ou pedala na GR33, encontrar o caminho barrado é do mais frustrante que pode haver. Sem o auxilio do GPS e/ou de um mapa, encontrar um caminho alternativo para contornar estes barramentos pode tornar-se numa tarefa quase impossível.
Depois de um investimento inicial visivelmente oneroso para ter no terreno a GR33, incluindo todas as infraestruturas de apoio, informativas e promocionais a ela inerentes, não se compreende como é que um projecto com tão elevado potencial de promoção regional está deixado assim ao abandono. Simplesmente lamentável.