ADXTUR-Miguel Geraldes Pontes
Dentro da aldeia, três pontes cruzam a ribeira, afigurando-se como mais antiga a que se encontra mais a jusante - a Ponte do Caratão - indicada como travessia já utilizada pela então denominada Rota do Sal.
Os seus habitantes consideram que a aldeia é o "Coração do Xisto". A sua relação com o xisto é por demais evidente. Mas não só da pedra se construiu esta povoação. Vale a pena descobrir os pequenos tesouros que Sobral de São Miguel esconde.

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O slogan da aldeia “O coração do xisto” não é inocente. Esta aldeia será um dos maiores aglomerados de edifícios em xisto de Portugal. Porém, a grande maioria das construções encontra-se rebocada e pintada predominantemente de branco.
Daqui se exporta xisto para o mundo, mas a matéria prima não se fica por aqui.
Começando no património gastronómico – na aldeia pode provar desde ginja, até pica de chouriço, sardinha ou bacalhau, passando pelo mel e pelo pão de forno a lenha – a aldeia tem ainda para oferecer um património cultural e artístico.
Sobral de São Miguel também proporciona uns bons passeios. Quer sejam através das ruas e quelhas da aldeia, ou acompanhando o curso da Ribeira do Porsim.
A aldeia possui uma vasta envolvente de novas construções, pelo que devemos orientar a nossa visita para o núcleo mais antigo. Aí o casario acompanha as curvas mais ou menos pronunciadas da ribeira, elevando-se como que em escadaria, encosta acima. Os arruamentos são quase sempre paralelos à ribeira, sendo ligados por inúmeras quelhas com degraus ou por ruelas inclinadas que procuram contornar as habitações. Estas são quase sempre justapostas, não havendo espaço para quintais. De dois ou três pisos, a altura dos edifícios cria ruas onde, mesmo durante o dia, predomina a sombra.
ADXTUR-Miguel Geraldes Dentro da aldeia, três pontes cruzam a ribeira, afigurando-se como mais antiga a que se encontra mais a jusante - a Ponte do Caratão - indicada como travessia já utilizada pela então denominada Rota do Sal.
ADXTUR-Miguel Geraldes Distribuído pela aldeia existe um conjunto de fornos comunitários recentemente recuperados e em utilização pelos habitantes: Barreiro, Fundo do Lugar, Quelha do Vale e Rua do Outeiro.
ADXTUR-Foge Comigo Obra do município, datada de 1900, ladeada por duas alminhas.
ADXTUR-Foge Comigo Sempre com um sorriso à nossa espera no bar "O Ferrolho".
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ADXTUR-Foge Comigo Embora se destaquem vários edifícios datados do início do séc. XX, o que merece nota de destaque é a uniformidade construtiva do conjunto.
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As casas tradicionais possuem uma arquitectura simples, que tem maior destaque nos balcões e varandas soalheiras, normalmente sombreadas por videiras. Os edifícios particulares – muitos construídos em xisto – são o ex-libris da aldeia, mas há muito mais para ver em Sobral de São Miguel. Desde as suas três pontes, das quais a mais emblemática é a Ponte do Caratão, por onde passava a Rota do Sal, até à Casa Museu João dos Santos, onde se encontram expostas várias peças do antigo quotidiano dos habitantes da aldeia.
Como não poderia deixar de ser, Sobral de São Miguel tem o seu próprio património religioso. Disso exemplo é exemplo a Igreja Matriz de Sobral de S. Miguel que tal como hoje se encontra é fruto das obras de ampliação efectuadas no séc. XX (1933), sendo a torre sineira erguida no ano de 1937. A aldeia também tem uma capela em homenagem a Santa Bárbara, mandada erigir pelos mineiros em 1938.
Quem quiser fazer uma viagem no tempo e ver como se vivia na aldeia, tem ainda construções tradicionais que valem a pena visitar. Sobral de São Miguel tem um lagar de azeite e um moinho e ainda, distribuídos pela aldeia, vários fornos comunitários. Uma visita à eira – afloramento de xisto aplanado – utilizado para descascar alguns produtos vindos do campo e ao tronco de ferrar, utilizado para imobilizar os animais quando eram ferrados. A Fonte designada como "Fonte do Caratão" também conhecida como "Fonte da Ponte" foi construída em 1900, também é um local muito pitoresco que vale a pena visitar.
Ainda merecem destaque:

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Sobral de S. Miguel é um povoado muito antigo, como atestam os inúmeros vestígios de arte rupestre. A origem desta aldeia remonta à era romana e esteve sempre associada às antigas rotas comerciais. Existem indícios de minas mouriscas que apontam igualmente para uma vivência árabe, comprovada pelas lendas narradas pela população mais idosa. Aqui conta-se que o Sobral foi povoado por guardadores de porcos que vinham temporariamente com as suas varas para engordar com a bolota dos sobreiros. Como o Sobral era uma área atravessada por caravanas de mercadores que faziam as trocas comerciais entre o litoral e o centro da Península, começaram por construir abrigos, juntamente com as poucas casas já existentes dos guardadores de porcos. As primeiras casas foram construídas ao longo da ribeira, mais ou menos à frente de uma capela em honra de São Miguel (padroeiro da aldeia) que anos mais tarde deu lugar à actual Igreja Matriz.
Na documentação histórica conhecida, a aldeia é mencionada pela primeira vez num documento datado de 1284, das Inquirições de D. Dinis. No “Diccionario Chorographico” (1878) aparece referenciada como Sobral, estando localizada na estrada entre Castelo Branco e Arganil. Em 1888 a freguesia autonomizou-se de Casegas, adoptando a designação “Sobral de Casegas” que alterou em 1970 para a actual. Nas décadas de 1930/1940 a aldeia beneficiou da procura internacional de volfrâmio que era explorado nas Minas da Panasqueira e em muitos outros locais da Serra do Açor.
O nome "Sobral" deriva do termo latino suberale que significa mata de sobreiros ou terreno onde crescem sobreiros. Assim, no local da aldeia ou nas suas proximidades existiria uma área significativa de sobreiros ou uns quantos sobreiros de porte notável. O que ainda hoje acontece.
Quando, em 1888, a freguesia se autonomizou de Casegas, adoptou a designação "Sobral de Casegas". Mas em 1970 a aldeia optou por denominar-se Sobral de São Miguel, em tributo ao padroeiro.

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No extremo oeste da aldeia, a Ribeira do Carvalho e a Ribeira da Cabrieira casam as suas águas e aí nasce a Ribeira do Porsim, que atravessa a aldeia e corre, genericamente, no sentido Noroeste-Sudeste até afluir ao Zêzere.

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A aldeia está situada na Serra do Açor, no seu flanco nordeste, junto aos seus pontos mais elevados. O Sobral estende-se, maioritariamente, na margem esquerda da Ribeira do Porsim, aproveitando as encostas soalheiras que nesta face da Serra do Açor predominam, ora orientadas a nascente, ora a sul. Aqui predominam as encostas muito declivosas, especialmente junto às linhas de água, como é caso do local onde a aldeia se implantou. A fresca e límpida ribeira, que influenciou a construção de diversos açudes, levadas, moinhos e lagares banha os pés do aglomerado de casas, correndo num vale talhado em xisto.
O Bairro do Caratão é um dos pontos mais antigos e interessantes da aldeia. No núcleo primitivo da aldeia, o casario eleva-se em escadaria, encosta acima, acompanhando as curvas pronunciadas da ribeira.

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Exportar xisto
Sobral de São Miguel possui, nas suas imediações, duas pedreiras onde se explora xisto, lousa ou ardósia. Do ventre destas serranias já saiu pedra para obras em algumas outras Aldeias do Xisto, para algumas Aldeias Históricas, para França e para a Bélgica, onde mãos de artistas da pedra as aplicaram em nome de uma beleza quase eterna. Com tons predominantemente cinzento-escuro, as duas unidades produzem peças de diversas formas e dimensões.
Templo de arquitetura e decoração sóbrias.
O Caminho do Xisto de Sobral de São Miguel é um percurso circular com cerca de 8 km de extensão, entre os 550 m e os 925 m de altitude, correspondente a 483 m de desnível acumulado. O percurso tem início e fim no centro da aldeia.
A Fraga da Pena e a Mata da Margaraça são dois ex-libris desta área classificada.
O ponto de acolhimento e partida para a descoberta das cerca de 100 rochas gravadas já inventariadas na freguesia do Piódão.
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