ADXTUR-Danilo Pavone Vista geral
A aldeia está alcandorada numa crista quartzítica no extremo sul da serra da Lousã.
Entrar nesta aldeia é descobrir um futuro em constante movimento.

ADXTUR-Danilo Pavone
A caprinicultura ainda é uma das principais atividades desta comunidade, fazendo uso dos currais comunitários, que são uma das marcas identitárias desta aldeia.
A riqueza paisagística e cultural da aldeia é por demais evidente. A entreajuda e a interação próxima entre os habitantes ainda é herdeira de um cariz profundamente rural. No entanto, aqui, é algo que não ficou cristalizado no tempo. Os novos habitantes que ao longo dos anos se têm fixado, gerindo os seus negócios ou simplesmente por opção de vida, têm mudado a face da aldeia e estimulado uma nova energia entre as pessoas. A Ferraria, como abreviadamente lhe chamam, abriu-se ao mundo sem deixar de ser o que é. As intervenções na aldeia, tanto por parte da Rede das Aldeias do Xisto, como dos agentes locais e do Município, assentam no que de mais identitário e genuíno aquele local é e tem para oferecer.
Na Ferraria de São João, convivem a ruralidade e o turismo ativo. A aldeia possui um conjunto de aspetos que a distinguem das demais: um magnífico sobreiral, um numeroso conjunto de currais tradicionais, um Caminho do Xisto, um Centro de BTT, um FunTrail para os mais pequenos, e muitos trilhos para descobrir.
Alcandorada numa crista quartzítica no extremo sul da serra da Lousã, aqui descobre-se como o xisto e o quartzo se casam numa união tão perfeita que só poderia acontecer em Ferraria de São João. O material de construção predominante é o quartzito, embora algumas fachadas dos edifícios se encontrem rebocadas e pintadas de branco.
A malha urbana possui um núcleo central, mais denso, construções genericamente alinhadas ao longo das ruas do aglomerado e um numeroso conjunto de currais, agrupados num dos extremos da aldeia.
O cenário de fundo perfeito para emoldurar o ex-líbris da Aldeia: um conjunto de currais comunitários na orla de um imenso e mágico montado de sobreiros. Um dos projetos mais visíveis e de maior sucesso da Associação de Moradores, revitalizada pelos novos habitantes, é a adoção de sobreiros.
ADXTUR-Danilo Pavone A aldeia está alcandorada numa crista quartzítica no extremo sul da serra da Lousã.
ADXTUR-Miguel Geraldes Apetrechado com estacionamento, balneários, estação de serviço para bicicletas (lavagem, ar e mini-oficina) em regime de self-service. Oferecem trilhos do tipo CrossCountry, DownHill ou FreeRide.
ADXTUR-Ass. Moradores Ferraria S. João Ao lado do Centro de BTT existe um FunTrail, uma pista de obstáculos e de manobras, muito do agrado dos mais pequenos e irrequietos.
ADXTUR-Bruno Ramos O conjunto de currais poderá corresponder a um dos mais numerosos que ainda existe em Portugal. A aldeia chegou a possuir mais de mil cabeças.
ADXTUR-Foge Comigo Tem nas mãos aquele saber que transforma o leite do rebanho em queijos deliciosos.
ADXTUR-Foge Comigo Aqui descobre-se como o xisto e o quartzo se casam numa união tão perfeita que só poderia acontecer em Ferraria de São João.
ADXTUR-Ass. Moradores Ferraria S. João Se adotar um sobreiro da aldeia, não só está a contribuir para a preservação desta espécie, como poderá participar num dos muito piqueniques organizados pelos moradores.
ADXTUR-Foge Comigo Pequeno templo de linhas sóbrias, sem elementos decorativos no exterior.

ADXTUR-Bruno Ramos
As estruturas urbanas existentes na aldeia são um exemplo da sua vivência eminentemente rural, predominando a agricultura e a pastorícia de subsistência. Ao nível do edificado regista-se uma forte presença da arquitectura popular, onde predominam os materiais locais, a madeira, os xistos, os calcários e os quartzitos. A maior parte das casas reflecte este toque de ruralidade, com dois pisos, sendo o do rés-do-chão para arrumos e currais, e o andar de cima para habitação. Do mesmo modo, se os currais são integralmente em pedra à vista, o piso superior é maioritariamente rebocado e pintado, devido a uma maior exigência de conforto na área habitacional. Estas características conferem à Ferraria de S. João um ambiente único.
Merecem destaque:

ADXTUR-Foge Comigo
O estabelecimento deste povoado não será estranho à área de quase planos terrenos agrícolas que se estende na sua frente.
A estrada, de terra batida, chegou à aldeia em 1961. Até esse ano, a circulação de pessoas, animais e bens era feita por meros carreiros pedonais em direção ao Avelar, ao Espinhal e a Figueiró dos Vinhos, locais onde os habitantes iam vender os seus produtos.
A estrada chegou quando a aldeia atingiu o auge do seu crescimento: cerca de 40 casas, muitas delas habitadas por um casal e uma prole imensa de petizes, da qual a seleção natural se encarregaria de escolher os que perpetuariam a vida de sacrifícios dos seus antecessores. Foram as dificuldades - para as quais a estrada constituiu uma porta de fuga - que levaram à partida dos seus habitantes, desde o início da década de 60.
Hoje, com a fixação de novos proprietários com novas ideias, que lhe mudaram o destino, a Ferraria de São João é um caso exemplar de uma aldeia do séc. XXI.

ADXTUR-Ass. Moradores Ferraria S. Joãoo
Mais do que a natureza na aldeia, esta aldeia está com a natureza. O majestoso sobreiral serve de moldura ao flanco da aldeia que sobe pela encosta quartzítica. No vale em frente da aldeia, quer do solo quer de inúmeras nascentes, brotam os fios de água que dão lugar à Ribeira das Ferrarias, que adiante se precipitará na Ribeira de Alge. Esta passará ao lado da Aldeia do Xisto de Casal de São Simão a caminho do rio Zêzere, que a recebe transfigurado em albufeira de Castelo do Bode.
À serra densamente povoada por espécies ainda da flora original, de que são exemplo os castanheiros, contrapõem-se as planícies de solos fracos e vegetação agreste, de onde brotam, aqui e ali, significativas elevações de terreno que se impõem na paisagem e a tornam peculiar. A fauna existente é bastante diversificada: abundam diversas espécies de répteis, mamíferos e aves.

ADXTUR-Bruno Ramos
A aldeia localiza-se na parte sul da Serra da Lousã, localmente denominada Serra do Espinhal, também conhecida como Serra de São João - e também referenciada em documentos da época da fundação da nacionalidade como Serro Agudo.
Ferraria de São João desenvolve-se no fundo de uma encosta, entre a zona de afloramentos e depósitos rochosos, e os ricos solos que caracterizam este vale de média altitude. A aldeia estende-se ao longo desta faixa, não sacrificando a área de solos, que sempre foi determinante para a sua sobrevivência.

ADXTUR-Foge Comigo
O Caminho do Xisto da Ferraria de S. João vai mostrar-lhe várias perspetivas da envolvente deste bonito e pacato local. Será impossível não ficar encantado com este percurso.
Este é um percurso longo, um desafio de um dia completo em ambiente de montanha.
Percurso mais exigente, especialmente pelos fortes declives e total de subida acumulada.
O percurso tem uma forma de "oito" passando ao km 8,3 pelo Centro de BTT.
Percurso em constante sobe e desce, com diversos pontos de interesse!
É o percurso mais simples, acessível a todos, com uma vista panorâmica da Aldeia do Xisto de Ferraria de São João!
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