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Aventura e Natureza

<a href="http://www.aldeiasdoxisto.pt/sugestoesaldeias/3/5/104/106/322/586" target="_blank">Portas do Almourão</a> Portas do Almourão
Perto da aldeia da Foz do Cobrão, no vale encaixado do rio Ocreza, sob o testemunho de oliveiras que habitam as encostas, encontram-se as Portas do Almourão.

Património

Santo António da Neve Santo António da Neve
No antigo Cabeço do Pereiro, freguesia do Coentral, concelho de Castanheira de Pera, ergue-se uma capela em honra de Santo António. Como foi mandada construir por Julião Pereira de Castro, neveiro-mor da casa Real, passou o local a designar-se por Santo António da Neve. Antigamente, à medida que a neve ia caindo, era recolhida e despejada para dentro dos Neveiros, onde se transformava em gelo. Já com o poço cheio, a neve era coberta com palha e fetos, de modo a conservá-la até ao Verão. Os poços estavam virados para Nascente para que o sol não derretesse a neve. Quando chegava o tempo quente, o gelo era cortado e seguia em grandes blocos para as cortes reais de Lisboa, para que os nossos reis e sua corte pudessem saborear gelados em pleno Verão. O transporte era feito, numa primeira etapa, em ronceiros carros de bois até Constância e, a partir daí, em barcos até Lisboa, onde era entregue no Café Martinho da Arcada. A Rede das Aldeias do Xisto já recriou esta tradição, tal como era feita em tempos antigos.

Gastronomia

Talasnicos Talasnicos
Desfazem-se na boca num festival de sabores com nuances a mel e castanha. São os Talasnicos, pequenos bolos conventuais nascidos no Talasnal, uma das Aldeias do Xisto do concelho da Lousã. Apesar da fama e de muitas tentativas de plágio, é nas mãos de Mirita Meira Santos que vive o segredo da receita original. É na Lojinha do Talasnico que se vendem, juntamente com licores artesanais de folha de figueira, amora, castanha, bolota, serrano e também jeropiga; compotas de abóbora, tomate, chila, framboesa, figo, frutos silvestres, abrunho e a ‘castanhada’ que se deve comer como uma sobremesa acompanhada no prato com natas doces, por exemplo; há ainda asinfusões da Planta do Xisto (Cerdeira) e artesanato local diverso.

Alojamento

Casa do Vale Linteiro Casa do Vale Linteiro
Imersa no silêncio do Vale, a espreitar a Serra da Lousã, a Casa de Campo que dá pelo nome de Vale do Linteiro promete uma estada de paz aos hóspedes. Perto de tudo, mas longe de qualquer bulício, este refúgio foi resgatado das ruínas e ganhou vida entre as paredes de outrora. O nome é só um, mas a Casa do Vale do Linteiro abriga muitas histórias que guardam a memória secular de uma habitação mais que bicentenária. Das antigas ruínas de uma casa agrícola e lojas de animais que lhe davam a serventia nasceram as casas d’Avó e do Forno que formam a unidade de alojamento do Turismo em Espaço Rural. No conjunto, a Casa do Vale do Linteiro é um espaço de encantar, mergulhado no verde do pinhal, no silêncio de quem está isolado, mas apenas a poucos minutos da Lousã.

Produtos Locais

<a href="http://www.aldeiasdoxisto.pt/franchise/8/5/158/32">Casa das Tecedeiras</a> Casa das Tecedeiras
Na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima, e também em Bogas do Meio, concelho do Fundão, a arte de tecer o linho em tear manual resulta em peças de elevada qualidade artesanal, que conjugam a tradição e o design contemporâneo. Esta é uma das tradições mais genuínas destas gentes do Pinhal. As artistas da Casa das Tecedeiras são todas habitantes locais das aldeias, que beneficiaram de anos de formação em design têxtil. Hoje conseguem produzir uma larga variedade de artigos, que vão desde o vestuário e acessórios de moda à roupa de casa e peças decorativas. Na Casa das Tecedeiras é possível comprar tudo isto, visitar uma exposição sobre o ciclo do linho onde um tear está à disposição de quem quiser experimentar, e pode visitar também o atelier onde as tecedeiras laboram.

Cultura e Tradição

Pão em forno de lenha Pão em forno de lenha
Cozer o pão em forno de lenha é uma das actividades que melhor representa o imaginário das Aldeias do Xisto. Ainda hoje existem inúmeros fornos comunitários que cumprem essa função. Desde que foi descoberta a alquimia de transformar cereais em pão que os fornos a lenha passaram a ser o altar onde se consumava esse valioso saber. E há toda uma liturgia própria: o amassar, o fintar (levedar), o tender (formar bolas de massa) e, claro, o benzer antes de ir para o forno: “Nosso Senhor te acrescente nesta hora e sempre, Nosso Senhor te acrescente para mim e para toda a gente”, pode-se dizer enquanto se faz uma cruz sobre a massa. Junto ao forno a azáfama é outra, alimentando-o de lenha para que fique á temperatura certa. Acender o forno e aquecê-lo devidamente também tem os seus truques e segredos. E enquanto tudo isto decorre outros habitantes juntam-se ao grupo contando as histórias mais antigas daquelas pedras que já aqueceram o sustento de muita gente. A conversa amena encurta a hora e meia de cozedura. Assim continuará a ser na nas Aldeias do Xisto, enquanto se souber casar a farinha com a água à força de braços, e enquanto o pão que alimenta o corpo andar de braço dado com o convívio que alimenta a alma. E que saborosos são ambos!