Aldeia

Talasnal

Aqui reina a natureza.

Descobrir esta aldeia representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã e embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies.

Está é, desde há muito, a Aldeia do Xisto da Serra da Lousã que tem dado mais visibilidade e carisma ao conjunto. Pela sua dimensão e disposição, mas também pelos muitos pormenores das recuperações das suas casas. E também pela forma como a aldeia nos seduz pela boca.

A fonte e o tanque emitem a melodia que acompanha a nossa visita. As casas decoram-se com os ramos das videiras.

A ruela principal acompanha o declive da encosta, num percurso íngreme. Dela derivam quelhas e becos, que criam um ambiente de descoberta que todos gostam de explorar à espera da surpresa de um novo recanto.

Descobrir esta aldeia representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã e embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies. Aqui reina a Natureza, sensível, que pede respeito. Mas que permite inúmeras possibilidades de lazer e de desportos ativos. Aqui sente-se o pulsar da terra e a sua comunhão com os homens quando se avistam ao longe as aldeias. Parecem ter nascido do solo xistoso, naturalmente, como as árvores.

 

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Conhecer a Aldeia

Património

A malha urbana é complexa, distribuindo-se o casario por uma encosta mais orientada a sul (a maioria) e por outra mais orientada a norte. A ruela principal acompanha o declive da encosta, num percurso íngreme. Dela derivam quelhas e becos que criam um ambiente de descoberta que todos gostam de explorar à espera da surpresa de um novo recanto. O material de construção predominante é o xisto, de tons escuros, e a quase totalidade das fachadas dos edifícios não possui qualquer reboco.

Merecem destaque:

  • Alminha
    Na ruela principal, num nicho envolvido por moldura de madeira.
  • Lagares de azeite
    Existiram dois lagares de azeite na aldeia. Um está em ruína. O outro, particular, foi recentemente recuperado. São os testemunhos do muito "ouro verde" que por aqui se produzia.

 

História

Em termos gerais, a história desta aldeia é comum às histórias das restantes quatro Aldeia do Xisto do concelho da Lousã.  A fixação da população nas aldeias da Serra da Lousã terá ocorrido a partir da segunda metade do séc. XVII ou pelo início do séc. XVIII. Até então a ocupação seria apenas sazonal, na primavera e verão, nomeadamente com actividades pastoris. De facto no “Cadastro da população do reino (1527)“ nenhuma destas aldeias é referida no termo da Lousã.

Os documentos mais antigos que indiciam a sua ocupação são uma multa infligida pela Câmara da Lousã em 1679 e o registo de propriedades foreiras ordenado por D. Pedro II, de 1687. No início do séc. XIX apenas o Candal e a Cerdeira escaparam ao saque do exército napoleónico. Em 1885 a população das sete aldeias (as cinco Aldeias do Xisto, mais Catarredor e Vaqueirinho) corresponderia a 8,7% do total da freguesia da Lousã (5340 habitantes).

Atingiu o auge de população residente em 1911, com 129 habitantes. Possuiu escola e dois lagares de azeite.  A escola foi o orgulho da "população que se quotizou para a construir. Depois, quando ficou pronta, faltaram os professores, e, quando eles vieram, faltaram os alunos, até que, em 1975, foi encerrada quando apenas duas crianças a frequentavam". Em 1981 já só existiam dois habitantes permanentes. Atualmente, todos os primitivos habitantes já partiram. Muitos para outros continentes. As casas mudaram de proprietário e foram transformadas em segunda habitação, em unidades de alojamento ou estabelecimentos comerciais.

Natureza

A aldeia está incluída no Sítio de Importância Comunitária Serra da Lousã - Rede Natura 2000.

A Ribeira da Vergada nasce nos pontos mais altos da Serra da Lousã, pelos 900 e muitos metros, sendo um dos cursos de água mais extensos da rede hidrográfica da Ribeira de S. João, na qual se precipita nas proximidades do Santuário de Nª Srª da Piedade. Era a ela que, com rústica engenharia assente na lei da gravidade, os habitantes do Talasnal roubavam a água com que regavam os seus escassos terrenos agrícolas e com que acionavam os mecanismos dos lagares.

A Serra da Lousã conjuga de forma única a vertente cultural e humana das Aldeias do Xisto, com a natureza e as possibilidades de lazer que a sua paisagem proporciona. É casa de veados, javalis e corços que espreitam por entre sobreiros, castanheiros, carvalhos e, claro, pinheiros. É atravessada por inúmeros trilhos pedestres/BTT e por caminhos que nos levam ao St. António da Neve, ao Alto do Trevim, ao Castelo da Lousã ou à Sra. da Piedade… não esquecendo as praias fluviais.

 

Território

A aldeia localiza-se na vertente ocidental da Serra da Lousã, na bacia hidrográfica da Ribeira de São João. Separam-na da Lousã 12 km, de onde saímos por Cacilhas.

Numa das encostas orientadas a norte da profundamente escavada bacia hidrográfica da Ribeira de S. João, o Talasnal dispõe-se ao longo de um festo que se precipita para o fundo do vale. As construções parecem desafiar as regras do equilíbrio ao manterem-se em pé em tão declivosas encostas.

Estórias e Factos

  • Habitantes permanentes: menos de 10
  • Padroeiro: Nossa Senhora da Guia
  • Ex libris da AX: Ti Lena

Produtos

Talasnicos
O matrimónio entre o mel e a castanha é um casal perfeito em termos de doçaria conventual. O nome de baptismo dado a esta criação é uma homenagem à aldeia onde germinou a ideia deste bolinho e se testaram os primeiros ensaios. Foram mãos de fada que moldaram este sabor que os deuses inspiraram. A sua autora foi Mirita Meira Santos.

Retalhinhos
É a mais recente criação de confeitaria inspirada pelo Talasnal. Estes pastéis à base de castanha e amêndoa foram criados por Maria José, proprietária da Casa da Urze e do Retalhinho.

Sugestões para a aldeia de Talasnal

Ver e fazer em Talasnal

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Comer e Dormir

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Contactos e Informações

Localização:
Talasnal, Lousã 
Lat.: 40.0923
Long.: -8.22604

Como chegar:
De Norte e de Sul
Na A1 sair para Coimbra. Tome a N17 (Estrada da Beira) e 14 km após a ponte sobre o Rio Mondego saia para a N236 no sentido da Lousã. Após 9 km chega à Lousã. Aí deverá tomar o caminho florestal de terra batida, a partir de Cacilhas em direcção às Aldeias do Xisto. Siga depois as indicações para a aldeia.

De Espanha
Na A23 sair na saída 18 na direcção Pombal/Sertã tomando o IC8. Após 64 km sair na direcção de Castanheira de Pera pela N236-1. Após 10 km, em Castanheira de Pera, seguir pela N236, subindo a Serra da Lousã até encontrar indicação das Aldeias do Xisto à esquerda através de um caminho florestal em terra batida.

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