Aldeia

Janeiro de Cima

Ó da barca!

À beira do Zêzere grita-se “Ó da barca!” para fazer a travessia do rio. Em Janeiro de Cima era assim que antigamente se uniam as gentes e o comércio das duas margens e hoje é ainda possível fazê-lo num passeio rio acima.

Jogo da malha em Janeiro de Cima

Janeiro de Cima encontra-se na margem esquerda do Zêzere, numa zona quase plana, rodeada por uma extensa manta de terrenos agrícolas.

No núcleo antigo da aldeia, caminha-se sem pressas pelo emaranhado de ruas sinuosas em que as casas se encostam umas às outras revelando as suas características fachadas em xisto, ponteadas por seixos redondos e brancos.

É por aqui que se escondem segredos como a Casa das Tecedeiras, que reinventam tradições e nos fazem viajar no tempo.

 

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Conhecer a Aldeia

Património

Em Janeiro de Cima, a arquitetura em xisto apresenta a particularidade de incluir seixos brancos, rolados, provenientes do leito do rio Zêzere.

As primeiras casas da aldeia cresceram em redor da Igreja Velha  e é dali que saem um conjunto de ruas estreitas e orgânicas, de fisionomia própria, que se vão articular com becos e ruelas, pátios e quelhas, numa estrutura medieval de grande valor patrimonial.

Ainda merecem destaque:

  • Escola Primária
    Mais um estabelecimento de ensino desta marca nacional constituída por centenas de edifício escolares que o denominado "Plano dos Centenários" do Estado Novo construiu por outras tantas aldeias do País, obedecendo a projectos base previamente estabelecidos para cada região.
  • Capela do Divino Espírito Santo
    Templo com provável fundação no séc. XVI, tal como a execução da imagem do orago. Em 1758 - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo cura da aldeia, José Pereira - a ermida é referida como estando fora da povoação, à distância de cinco ou seis tiros de bala. Em 1994 sofreu completa reconstrução. Templo de planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita e alpendre aberto. No interior um arco triunfal em arco apontado, em granito rebocado e pintado. A capela-mor, elevada por um degrau, apresenta retábulo de planta côncava e três eixos divididos por colunas de fuste em talha dourada e policromada, tardo-barroca, com marmoreados fingidos. Possui um nicho com fundo pintado com flores polícromas, com moldura de elementos fitomórficos e concheados.
  • Capela de Nª Srª do Livramento
    A caminho da Capela de S. Sebastião.
  • Balcões
    Na aldeia existe um número significativo de balcões, que testemunham uma primitiva utilização habitacional do piso superior, enquanto o piso inferior serviria para alojar animais e alfaias.

História

A representação cartográfica de Janeiro de Cima remonta a 1600, mostrando a sua existência no século XV.

Alguns elementos construtivos da Igreja Velha e algumas das imagens religiosas aí existentes parecem confirmá-lo. Três edifícios particulares da aldeia, atribuíveis aos séculos XVII e XVIII, atestam a importância da povoação nessa época.

Natureza

A proximidade do Zêzere é um dos maiores atrativos de Janeiro de Cima.
Foi o rio que sempre assegurou a existência da povoação fornecendo água para a rega dos campos e para os moinhos. Para além disso, no seu leito e margens descobriram-se algumas palhetas de ouro que foram motivando trabalhos de mineração.

O rio assume agora um importante papel como zona de lazer. É nas imediações da aldeia que se encontra o Geomonumento Meandros do Zêzere, integrado no Geopark Naturtejo.

Território

Janeiro de Cima situa-se no concelho do Fundão (40km), numa zona plana da margem esquerda do Zêzere, onde termina a vertente noroeste da Serra da Gardunha.

Estórias e Factos

A origem do nome
Conta a lenda que pelo século XVI ou XVII um senhor possuidor de vastos domínios e pai de dois filhos, ambos com o nome Januário, decidiu dividir por eles as suas posses: um ficou com os domínios da margem direita e o outro com os domínios da margem esquerda. Situação que terá dado origem à designação Janeiro, aplicada às duas aldeias.


Lenda de S. Sebastião e Festa do Bodo
Reza a lenda que em meados do século XVIII S. Sebastião salvou os habitantes de Janeiro de Cima de uma grave epidemia. Em forma de agradecimento todos os anos se celebra a Festa do Bodo.

Factos

  • Habitantes permanentes: mais de 100
  • Nome dos habitantes: janeirenses
  • Padroeiro: Nossa Senhora da Assunção
  • Ex-libris: a barca

Produtos

Sugestões para a aldeia de Janeiro de Cima

Ver e fazer em Janeiro de Cima

Páginas

Comer e Dormir

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Contactos e Informações

Localização:
Janeiro de Cima, Fundão 
Como chegar:

De Norte
Na A1 sair em Coimbra (saída 12). Passe Coimbra, tome a N17 (Estrada da Beira) em direção à Guarda e saia na N236 no sentido da Lousã. Ao chegar à Lousã continue na direção de Góis, pela EN342. Após 15 km, ainda antes de Góis, na rotunda do Cimo do Alvém (Portela de Góis), cortar à direita para a N2 na direção de Pampilhosa da Serra durante 13 km. Continue então pela N112 passando a Pampilhosa da Serra ao fim de 22 km. Continue pela N112 em direção ao Fundão mas vire à esquerda para Janeiro de Baixo, após 10km, seguindo agora pela N344. Passados 2km corte à direita para Janeiro de Baixo, pela N546. Após 6km, em Janeiro de Baixo, vire à esquerda para Janeiro de Cima. Após 3,7 km chegará a Janeiro de Cima.

De Sul
Na A1 saia para Abrantes/castelo Branco (saída 7 – A23). Seguir pela A23 até à Saída 23 (Castelo Branco Norte). Seguir na N112 na direção de Pampilhosa da Serra durante 44 km. Ao chegar ao Orvalho, na rotunda, vire na segunda à direita em direção ao Fundão. Seguir pela N238 durante 5km, virando então à esquerda na direção de Urgueiro e Janeiro de Baixo. Siga cerca de 5,5 km e estará em Janeiro de Cima.

De Espanha
Na A23 sair em direção a Fundão-Sul. No Fundão seguir pela N238 durante 40km, até cortar à direita para Janeiro de Cima (EM518). Após 3,5km chegará a Janeiro de Cima.

Contactos

Associado

Câmara Municipal do Fundão

Praça do Município
6230 Fundão 
Portugal
(+351) 275 779 060

Moagem - Cidade do Engenho e das artes

Largo da Estação
6230-311 Fundão 
Portugal
(+351) 275 773 032

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