Aldeia

Janeiro de Baixo

Abraçada pelo Zêzere

Rodeada por um conjunto harmonioso de serras, penedos e vales, albufeiras, rios e ribeiras que apetece explorar.

O Zêzere encontrou aqui, no seu curso, um duro obstáculo rochoso que teve de contornar. Um moinho escavado na rocha saúda a sua chegada. Ali à frente podemos desfrutá-lo no parque de campismo ou na praia fluvial com o seu extenso areal. O núcleo central da aldeia, sua igreja e capelas, sentem a envolvência do rio e tranquilizam-no com mais murmúrios de xisto que ele voltará a receber em Álvaro e em Pedrógão Pequeno. São as cumplicidades do Zêzere com as Aldeias do Xisto.

Dentro da aldeia há todo um conjunto de pontos de interesse que nos prendem, desde o património religioso e arquitectónico, passando pelas recentes infraestruturas para acolher os visitantes, até à curiosa memória do "Tronco", lugar onde antigamente se ferravam os animais. Ali próximo está ainda a Barragem de Sta. Luzia.

É a aldeia dos cinco parques: parque infantil, parque desportivo, parque de lazer, parque fluvial, parque de campismo.


Ficheiros relacionados

Conhecer a Aldeia

Património

O Zêzere encontrou aqui, no seu curso, um duro obstáculo rochoso que teve de contornar. A aldeia estabeleceu-se sobre essa extensa saliência da margem direita do rio.

A malha urbana é complexa, agregada de modo aparentemente aleatório. A povoação viu crescer as casas num padrão irregular, ajustadas da forma mais conveniente aos declives do terreno. As paredes dos edifícios, em alvenaria argamassada, sofrem de idade avançada, e as remodelações introduzidas em muitos casos pela mão do povo deram nova vida a Janeiro de Baixo. O material de construção predominante é o xisto, com a particularidade de muros e fachadas incluírem seixos rolados de tons claros recolhidos no leito do rio. Muitas fachadas dos edifícios estão rebocadas e pintadas, a maioria recorrendo a cores tradicionais.

Merecem destaque:

  • Igreja matriz
  • Capela do Santo Cristo
  • Fonte de mergulho
    Monumento, datável do séc. XVIII, construído em xisto. Permite perceber onde e como era efectuada a recolha de água para consumo domèstico.
  • Antiga Escola Primária
    O edifício da antiga escola primária foi construído no âmbito denominado "Plano dos Centenários" lançado pelo Estado Novo. Após obras de reconversão que respeitaram as suas linhas arquitectónicas, alberga o PONTO MAIS.
  • Capela de São Sebastião
    Templo singelo, próximo do Largo da Igreja, com alpendre recente, em estrutura de madeira. Também nesta aldeia, a devoção a S. Sebastião leva à realização da Festa do Bodo aquando da festividade deste santo (20 de Janeiro).
  • Alminha
    Construída em xisto, na Rua do Outeiro, à entrada da aldeia.
  • Moinho escavado na rocha
    A azenha e o moinho (em ruínas) são elementoe ímpares pelo esforço empreendido na escavação da rocha;
  • Tronco
    Local onde antigamente se ferravam os animais, recentemente recuperado.
  • Fornos tradicionais
    Para cozimento do pão e confecção de refeições.

História

Os testemunhos arqueológicos existentes nas proximidades - nomeadamente, um túmulo antropomórfico - remetem o povoamento do local para a Alta Idade Média, relacionando-o com a atividade relativa à mineração do ouro. Em 1320 aparece referenciada no arrolamento paroquial (como que um diretório das igrejas e mosteiros então existentes).

Eclesiasticamente foi Comenda* da Ordem de Cristo, pelo menos até 1679. Na segunda metade do séc. XVIII chegou a ter juízes de vara e milícia com Capitão de Ordenanças. Pertenceu ao concelho de Fajão, que foi extinto em 1855.

*Comenda
Benefício antigamente concedido, com renda anexa, a eclesiásticos ou a cavaleiros de ordens militares.

Natureza

O concelho de Pampilhosa da Serra possui um património natural de valor incalculável, quer do ponto de vista geológico, quer do ponto de vista visual e paisagístico. A Garganta do Zêzere - integrado no Geopark Naturtejo – encontra-se nas imediações da aldeia (na saída para Cambas).

A proximidade deste rio e o ecossistema ribeirinho, propicia a presença de algumas espécies de aves de maior porte, como a garça-cinzenta e o corvo-marinho (no Outono e Inverno).

Aqui chegado, o Zêzere já se contorceu entre as sinuosas e duras margens destas serras de xisto. E também já recebeu as águas que se precipitam em conduta desde a Barragem de Stª Luzia até o Esteiro. Ainda muita pedra vai rolar até repousar algum tempo nas albufeiras do Cabril, da Bouçã e de Castelo de Bode. Depois, à sua espera, em Constância, estará o Tejo.

Território

A aldeia situa-se no concelho de Pampilhosa da Serra, uma zona repleta de contrastes, constituída ora por vales profundos e tranquilos, ora por picos agrestes e rochosos. A povoação fica como que empoleirada numa minúscula colina a que chamam serra do Muradal. É quase uma península existente entre as velozes águas do rio Zêzere, que encontrou aqui, no seu curso, um duro obstáculo rochoso que teve de contornar. A aldeia estabeleceu-se sobre essa extensa saliência da margem direita do rio.

 

Estórias e Factos

A origem do nome
Numa das versões do "Portugalliae" de Fernando Álvaro Seco (1600) - tido como uma das primeiras representações da totalidade do território continental português – encontra-se Janeiro do Fundo na localização do atual Janeiro de baixo. Com o tempo, terá mudado a designação para a sua forma atual.

Factos

  • Habitantes permanentes: 51 a 100
  • Nome dos habitantes: Janeirenses
  • Padroeiro: São Domingos
  • Ex libris: Tronco de ferrar

Produtos

  • Hortícolas
  • Medronho
  • Azeitona e azeite
  • Vinho

Sugestões para a aldeia de Janeiro de Baixo

Ver e fazer em Janeiro de Baixo

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Comer e Dormir

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Contactos e Informações

Localização:
3320-104 Janeiro de Baixo 
Como chegar:
De Norte
Na A1 sair em Coimbra (saída 12). Passe Coimbra, tome a N17 (Estrada da Beira) em direção à Guarda e saia na N236 no sentido da Lousã. Ao chegar à Lousã continue na direção de Góis, pela EN342. Após 15km, ainda antes de Góis, na rotunda do Cimo do Alvém (Portela de Góis), cortar à direita para a N2 na direção de Pampilhosa da Serra durante 13 km. Continue então pela N112 passando a Pampilhosa da Serra ao fim de 22 km. Continue pela N112 em direção ao Fundão mas vire à esquerda para Janeiro de Baixo, após 10km, seguindo agora pela N344. Passados 2km corte à direita para Janeiro de Baixo, pela N546. Após 6km de descida chegará a Janeiro de Baixo.
De Sul
Na A1 sair para Abrantes/Castelo Branco (saída 7 – A23). Seguir pela A23 até à saída 23 (Castelo Branco Norte). Seguir na N112 em direção à Pampilhosa da Serra durante 44 km. Ao chegar ao Orvalho, na rotunda, vire na em direção do Fundão. Seguir pela N238 durante 5km, virando então à esquerda na direção de Urgueiro e Janeiro de Baixo. Atravesse a ponte sobre o rio Zêzere e ao fim de 5,5km estará em Janeiro de Baixo.


Ou, em alternativa:
Na A1 sair para Abrantes/Castelo Branco (saída 7 – A23). Seguir pela A23 até à saída para o IC8/Pombal. Seguir até Pedrogão Grande, saia pela N2 e depois siga a N343 até à Vila de Pampilhosa da Serra. Tome depois a N112 no sentido de Castelo Branco e siga as indicações até Janeiro de Baixo.

De Espanha
Na A23 sair em direcção a Fundão-Sul. No Fundão seguir pela N238 durante 40km, até cortar à direita para Janeiro de Cima (EM518). Após 3,5km passará por Janeiro de Cima e continue para Janeiro de Baixo. Atravesse a ponte sobre o rio Zêzere e ao fim de 3,7km estará em Janeiro de Baixo.

Contactos

Junta de Freguesia de Janeiro de Baixo

Janeiro de Baixo, Pampilhosa da Serra 
Portugal
(+351) 235 513 266 (+351) 932 669 365 (+351) 934 089 535
Associado

Junta de Freguesia do Pessegueiro

Rua Prof. D. Emília, N.º2
3320 Pessegueiro 
Portugal
(+351) 235 556 028 (+351) 937 771 723

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