Aldeia

Gondramaz

Aldeia mais que perfeita

Onde a arte se exibe em pedras gravadas ou esculpidas nas fachadas das casas.

A aldeia é um centro nevrálgico para a prática do BTT na Serra da Lousã.

A aldeia estrutura-se a partir de uma rua principal que se sobrepõe à linha de festo, até ao limite em que o declive permitiu construções. Desta rua, sai uma rede de ruelas estreitas e sinuosas que apetece percorrer com curiosidade.

As boas vindas são-nos dadas com um poema de Miguel Torga, que se encontra numa placa metálica na área de recepção da aldeia.

Gondramaz distingue-se pela tonalidade específica do xisto que nos envolve da cabeça aos pés. Até o chão que se pisa é exemplo da melhor arte de trabalhar artesanalmente a pedra. Esta é, aliás, terra de artesãos cujas mãos hábeis criam figuras carismáticas que são marca da serra e que levam consigo o nome do mestre e da aldeia além-fronteiras.

Situada na vertente ocidental da Serra da Lousã, a paisagem que envolve Gondramaz é uma obra de arte da Natureza. Há nas ruas desta aldeia uma fina acústica que nos desperta todos os sentidos. Dentro das suas ruas a voz das pessoas torna-se mais nítida e convidativa.

Com uma notável aplicação em xisto, o pavimento permite que sobre ele se desenvolva um percurso acessível para pessoas com mobilidade reduzida.

Numa das mais bem sucedidas intervenções de requalificação da Rede das Aldeias do Xisto, não é de estranhar o surgimento de novos habitantes e o ambiente animado que aqui se vive em cada fim-de-semana. A animação com provas de BTT protagonizada a partir daqui, traz praticantes e uma movimentação que os habitantes já não estranham.

 

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Conhecer a Aldeia

Património

O material de construção predominante é o xisto e a grande maioria das fachadas não se apresenta rebocada. Em Gondramaz preservou-se o genuíno espírito de aldeia num aglomerado muito agregado que mantém uma leitura tradicional.

Merecem destaque:

  • Capela de Nª Srª da Conceição
    Templo de feição singela que guarda imagens de Nª Srª da Conceição e de Nª Srª das Candeias.
  • Alminha
    Incorporada na fachada de uma casa particular.
  • Lavadouro e Fontanário
    O Lavadouro, que está localizado no centro da aldeia bem como o Fontanário, que disponibiliza água canalizada, são os únicos equipamentos colectivos da aldeia.

História

A cerca de três quilómetros do Gondramaz vestígios de um almofariz fixo indicam a presença de aldeamentos castrejos que terão existido na região. No entanto, a primeira presença documentada é a dos romanos. Não muito longe da aldeia do Gondramaz foi edificada a cidade de Conímbriga que influenciava este espaço geográfico.

Tendo presente a provável origem do seu nome - villa Gundramaci corresponderia a "quinta de Gundramaco", nome próprio de origem germânica – o nascimento da aldeia poderá estar relacionado com a presença visigótica na região.

A acreditar na origem do nome, e tendo presente que no Museu Nacional Machado, em Coimbra, existe um notável capitel visigótico recolhido no concelho de Miranda do Corvo, e de acordo com a descoberta recente de uma necrópole visigótica no Alto do Castelo, existe contexto para supor que o povoamento do local possa ter ocorrido durante o domínio visigótico (entre 568 e 711). Daí até à atualidade, temos pouco mais do que as trevas da História.

Natureza

Gondramaz está incluída no Sítio de Importância Comunitária - Serra da Lousã, da Rede Natura 2000. A envolvente florestal imediata da aldeia é dominada por castanheiros, a que se juntam carvalhos e alguns azevinhos, que saltam à vista pelo verdejar das suas folhas e tonalidades de fogo no Outono. Os veados percorrem, discretamente, as encostas que rodeiam a aldeia. A Veronica micrantha, uma pequena e rara planta, lá vai vendo os caminhantes percorrerem o trilho, nas bermas do qual se refugia. E o azereiro marca presença nesta aldeia, acantonando-se junto da Ribeira Alheda.

Os riachos que ladeiam a aldeia dão origem no fundo do vale à Ribeira do Conde, que depois será Ribeira de Espinho e depois se passará a chamar Ribeira Alheda, terminando o seu percurso de oito km, dentro de Miranda do Corvo, onde desagua no Rio Dueça, pela sua margem esquerda.

Território

Situada no concelho de Miranda do Corvo, Gondramaz ergue-se no cimo da montanha como um quadro pitoresco. Os bordos ocidentais do maciço xistoso da Serra da Lousã são profundamente sulcados por linhas de água. As suas encostas são caracterizadas por acentuados desníveis. Gondramaz encontra-se a meio de uma dessas encostas, exposta a nordeste, estendendo-se ao longo de uma linha de festo, ladeada por duas linhas de água bem encaixadas.

Estórias e Factos

A origem do nome
Parece ter a sua origem na época do baixo-latim (língua latina usada após a queda do império romano) com a designação dada à eventual existência de villa Gundramaci, que corresponderia à "quinta da Gundramaco", nome próprio de evidente origem germânica. O nome Gondramaz poderá estar, assim, relacionado com a presença visigótica na região.

Factos

  • Habitantes permanentes: menos de 10
  • Padroeiro: Nossa Senhora das Candeias
  • Ex libris: Esculturas em pedra

Produtos

  • Hortícolas
  • Castanha
  • Esculturas em pedra

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Comer e Dormir

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Contactos e Informações

Localização:
Gondramaz, Miranda do Corvo 
Lat.: 40.062
Long.: -8.27292

Como chegar:
De Norte e Sul
Seguir pela A1 até à saída 11 (Lousã/Condeixa). Sair na direcção do IC2 para Leiria e em Condeixa sair para o IC3 na direcção de Tomar. Após 3 km sair à esquerda pela N342 e seguir em direcção a Miranda do Corvo, durante 16 km. Em Miranda do Corvo siga na direcção de Meãs e depois na direcção de Chapinha, seguindo as indicações até Gondramaz.

De Espanha
Seguir pela A23 para Sul (Covilhã/Castelo Branco). Sair na saída 18 (Sertã/Pombal). Seguir pelo IC8 durante 78km, saindo no nó do Avelar para a IC3 no sentido de Condeixa. Seguir pelo IC3 durante 10km até à rotunda do Espinhal. Na rotunda sair na primeira saída para Espinhal/Miranda do Corvo. Seguir pela EN17-1 durante 18km. À entrada de Miranda do Corvo vire à esquerda, em direcção a Meãs e Gondramaz.

De Coimbra
Tome a EN 17. Em Segade vire para a EN 17-1 em direcção a Semide e depois siga até Miranda do Corvo. Aqui siga na direcção de Meãs e depois na direcção de Chapinha, seguindo as indicações até Gondramaz.

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