Aldeia

Casal Novo

Casal novo em xisto velho

Mergulhada numa densa mancha florestal desliza encosta abaixo. Deslize também até à eira e aprecie a vista sobre a Lousã e o seu castelo.

À passagem pelo estradão, quase que nos escapa a presença do Casal Novo. A aldeia desenvolve-se na dobra da encosta, em declive acentuado, orientando-se a Norte, e a envolvente arbórea da aldeia não permite perceber o seu perfil.

A malha urbana corresponde, quase exclusivamente ao eixo criado pelo caminho que atravessa a aldeia no sentido ascendente-descendente, e que a liga ao Santuário de Nª Srª da Piedade. Duas ou três vielas perpendiculares, e umas quantas entradas laterais em espaços de fruição pública, quebram o contínuo de construções que, de um e do outro lado, se encavalitam.

Da eira da aldeia pode observar-se a Lousã e o seu castelo.

 

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Conhecer a Aldeia

Património

A malha urbana corresponde, quase exclusivamente ao eixo criado pelo caminho que atravessa a aldeia no sentido ascendente-descendente e que a liga ao Santuário de Nª Srª da Piedade. Duas ou três vielas perpendiculares e umas quantas entradas laterais em espaços de fruição pública, quebram o contínuo de construções que, de um e do outro lado, se encavalitam umas nas outras. O material de construção predominante é o xisto, muito escuro e em aparelho tosco. A esmagadora maioria das fachadas dos edifícios não tem qualquer reboco.

Das construções tradicionais e de utilização coletiva apenas restam a fonte, o respetivo tanque e a eira, que é atualmente utilizada como miradouro, tirando partido do panorama que se alcança sobre a planura da Lousã. Na linha do horizonte avista-se, de Oeste para Norte, desde o Senhor da Serra à Serra de Montemuro.

História

Em termos gerais, a história desta aldeia é comum às histórias das restantes quatro Aldeia do Xisto do concelho da Lousã. A fixação da população nas aldeias da Serra da Lousã terá ocorrido a partir da segunda metade do séc. XVII ou pelo início do séc. XVIII. Até então a ocupação seria apenas sazonal, na primavera e verão, nomeadamente com actividades pastoris.

No “Cadastro da população do reino (1527)“ nenhuma destas aldeias é referida no termo da Lousã.  Os documentos mais antigos que indiciam a sua ocupação são uma multa infligida pela Câmara da Lousã em 1679 e o registo de propriedades foreiras ordenado por D. Pedro II, de 1687. No início do séc. XIX apenas o Candal e a Cerdeira escaparam ao saque do exército napoleónico.
Em 1885 a população das sete aldeias (as cinco Aldeias do Xisto, mais Catarredor e Vaqueirinho) corresponderia a 8,7% do total da freguesia da Lousã (5340 habitantes).

Foi em 1885 que foi registada a maior população residente nesta aldeia: 65 habitantes. Desde 1981 que a aldeia não regista qualquer habitante permanente. De então para cá, quase todas as casas passaram ao estatuto de segunda habitação.

Natureza

O Casal Novo está incluído no Sítio de Importância Comunitária Serra da Lousã - Rede Natura 2000. Na floresta envolvente à aldeia escondem-se esquivos veados e corços.

A Ribeira das Hortas em pouco mais do que 2km de comprimento, apanha água a cerca de 900m de altitude e descarrega-a aos 200m na Ribeira de S. João. Faz um percurso vertiginoso num vale profundo. As suas águas quase que não têm tempo para contemplar a aldeia. Mas leva as saudades dela para o Ceira e para o Mondego.

Território

Localizada na vertente ocidental da Serra da Lousã, numa das encostas da Ribeira de São João que se inclina até ao Santuário da Senhora da Piedade. Os 10km que a separam da Lousã correspondem, em parte, a  estradões em terra batida, transitáveis por veículo ligeiro, desde que com condução cuidadosa.

A aldeia está enquadrada na profundamente escavada bacia hidrográfica da Ribeira de S. João. À passagem pelo estradão, quase que nos escapa a presença do Casal Novo. De facto, a aldeia desenvolve-se na dobra da encosta, em declive acentuado, orientando-se a Norte. A envolvente arbórea da aldeia não permite perceber o seu perfil.

Estórias e Factos

A origem do nome
Casal é um termo do português arcaico que, na Idade Média, correspondia a um aglomerado de duas ou três casas em meio rural. O segundo elemento, Novo, indica-nos ser esta uma povoação de fundação mais recente, quando comparada com outras que lhe são mais próximas (Chiqueiro e Talasnal).

Quando o desenvolvimento chega atrasado
O fim da ocupação humana tradicional desta aldeia, foi uma ironia trágica.
“No dia em que o último habitante se meteu ao caminho, já de malas aviadas, avistou as camionetas que chegaram para abrir a estrada e ligar a luz, objectivos por que sempre lutara dezenas de anos”.
in “Serras de Portugal” (1994)

Factos

  • Habitantes permanentes: menos de 10

  • Padroeiro: Nossa Senhora da Guia

  • Ex libris: Antiga Eira

Festividades

  • Julho- Encontro dos povos serranos (Santo António da Neve)

  • 2º Sábado de Setembro- Festa de Nossa Senhora da Guia, no Chiqueiro

Sugestões para a aldeia de Casal Novo

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Contactos e Informações

Localização:
Casal Novo, Lousã 
Lat.: 40.0921
Long.: -8.23548

Como chegar:
De Norte e de Sul
Na A1 sair para Coimbra. Tome a N17 (Estrada da Beira) e 14 km após a ponte sobre o Rio Mondego saia para a N236 no sentido da Lousã. Após 9 km chega à Lousã. Aí deverá tomar o caminho florestal de terra batida, a partir de Cacilhas em direcção às Aldeias do Xisto. Siga depois as indicações para a aldeia.

De Espanha
Na A23 sair na saída 18 na direcção Pombal/Sertã tomando o IC8. Após 64 km sair na direcção de Castanheira de Pera pela N236-1. Após 10 km, em Castanheira de Pera, seguir pela N236, subindo a Serra da Lousã até encontrar, à esquerda, indicação das Aldeias do Xisto através de um caminho florestal em terra batida.

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