Aldeia

Aigra Nova

Aldeia e muito mais.

Aqui a simpatia é tão contagiante como é serena a paisagem. Deixe-se envolver pelo projeto do Ecomuseu das Tradições do Xisto e visite os seus diversos núcleos.

A aldeia lá ao fundo

De malha urbana simples, de construção baixa e à base de xisto, Aigra Nova divide-se em três pequenas ruas, que a atravessam.

A nascente e o clima ameno são propícios à prática agrícola e aos vastos pastos. Nesta aldeia viva há hortas, gado, burros e muitas atividades que prometem surpreender.

Inserido na rede de Aldeias do Xisto, este agrupamento de quatro aldeias do Concelho de Góis – Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena – está integrado numa estrada panorâmica que as ligará ao Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã (1204 metros de altitude), a Santo António da Neve e a outras aldeias situadas na vertente oposta da serra. É com os olhos postos no alto que se agradece a existência destas aldeias-memória e a sua recente e progressiva transformação em aldeias-futuro, a chamar para cada uma delas uma nova alma que as belíssimas pedras de xisto, por si só, não podem conter.

É obrigatório parar aqui e deixar-se envolver pelo projecto do Eco-Museu Tradições do Xisto e visitar os seus diversos Núcleos. A simpatia é tão contagiante como é serena a paisagem. É bom saber que, no fundo destes vales, veados e javalis continuam a subsistir imperturbados, como que protegidos do mundo.

 

Ficheiros relacionados

Conhecer a Aldeia

Património

A aldeia é de malha urbana simples, correspondendo a um acesso que, no início da aldeia, se divide em três pequenas ruas que a atravessam e se encontram na saída pelo acesso do lado oposto. O material de construção predominante é o xisto, estando algumas construções rebocadas. As padieiras das portas são, em geral, de madeira de carvalho ou castanho.

Todas as casas erigidas com blocos de xisto obedeceram a regras de construção de modo a se afirmarem resistentes às intempéries e ao passar do tempo. Dispostas em aglomerados, incluem dois pisos: o piso assobrado, ou primeiro andar, e o rés-do-chão, geralmente térreo, que deveria albergar o gado. Contudo, também desta regra surgiu a exceção e construíram-se nas imediações de cada povoação vários grupos de currais, ou cortes. Cada um ou mais destes edifícios era propriedade da respetiva casa da comunidade, consoante o património e poderio do proprietário, em cabeças de gado. O segundo piso funcionava também como loja, uma área de arrumos, onde estariam armazenados os cereais, a talha com o azeite, a salgadeira com a carne de porco, as alfaias agrícolas e, por vezes tinham ainda uma pequena adega com pipas e dornas de fazer o vinho.

É uma aldeia viva: há hortas, há gado e há muitas novas actividades que nos surpreenderão.

História

Pouco se encontra registado sobre a história desta aldeia, mas pelo "Cadastro da população do Reino (1527)" sabemos que já no séc. XVI existia no termo da villa de Goys a então denominada hegra fumdeyra onde viviam quatro moradores. A designação parece indicar que, naquela época, já existiria um "campo" ou "quinta" que aqui era cultivado.

As primeiras formas de povoamento que se conhecem no concelho de Góis datam do período neolítico ou bronze I, como testemunham os diversos vestígios e achados arqueológicos (machados de pedra e metálicos, objetos de adorno, moedas, arte rupestre – pedra letreira), encontrados a Norte deste território. A origem destes núcleos verificou-se durante o período do ferro, com a formação de pequenas povoações nas encostas e nos topos das colinas, sendo algumas delas posteriormente abandonadas durante a idade média.

Fazendo face à dificuldade sentida de atravessamento da região, conta-se que teria existido uma estrada “romana” ou “medieval”, cujo trajeto seria feito nomeadamente pela Aigra Velha e pela Pena, fazendo parte da rota de mercadorias que se estenderia de Lisboa até ao Norte.

Ao vencer a subida até Aigra Nova encontramos ainda um bloco de construções integrado na aldeia que aparenta relativa historicidade pelo carácter da construção, bem como pelo grau de destruição, e que marca o início da comunidade da Aigra Velha.

Natureza

Aigra Nova está incluída no Sítio de Importância Comunitária Serra da Lousã, da Rede Natura 2000.

Do património natural riquíssimo que envolve a região, destacam-se os penedos de Góis e o Parque Florestal da Oitava, habitat de aves em vias de extinção e de mamíferos como veados e corços, que dificilmente se encontram noutras zonas do país.

Aigra Nova é a única aldeia do País que possui uma Maternidade de Árvores

Em frente da aldeia, no fundo do vale, corre a Ribeira do Mouro, que se esconde entre árvores, e algumas espécies raras, formando um denso e luxuriante corredor ribeirinho. Continua a sua corrida até Ponte de Sótão onde encontra a Ribeira da Pena. Segue-se o encontro com o Ceira e com o Mondego. O Atlântico espera estas águas na Figueira da Foz.

Território

Na pequena bacia hidrográfica criada pelo Ribeiro do Mouro, os habitantes fundadores do povoado aproveitaram uma pequena saliência, de contornos muito suaves, da sua encosta mais soalheira.

A escolha deste local está directamente ligada com a existência de uma nascente na sua parte superior, com o declive ameno na envolvente que permite as práticas agrícolas e com a proximidade dos pastos nas maiores altitudes da serra onde se apascentam os gados.

Estórias e Factos

A origem do nome
O nome Aigra Nova terá surgido após uma designação como "aigra fundeira"a respeitante a quinta ou a um novo campo de cultivo instalado, quando comparado com a existência de outra aigra (Aigra Velha). Localmente, o nome é tido como originário a partir de acrum que tem o sentido de áspero, amargo, duro, difícil, em referência às condições de trabalho e vida no local.

Factos

  • Habitantes permanentes: até 10

  • Padroeiro: Santo António

  • Ex-libris : Única aldeia em Portugal com Maternidade de Árvores

Festividades

Produtos

  • Hortícolas
  • Cabritos
  • Mel
  • Castanha
  • Castanha pilada
  • Broa, simples ou de carne, cozida em forno de lenha

Sugestões para a aldeia de Aigra Nova

Ver e fazer em Aigra Nova

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Comer e Dormir

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Contactos e Informações

Localização:
Aigra Nova, Góis 
Como chegar:

A aldeia dista 12km de Góis. De Góis é preferencialmente servida pela EN342, a apenas 4km, utilizando uma estrada municipal que sobe até à aldeia pelo flanco Norte da Serra da Lousã. De Góis também pode ser utilizada a EN2 até Esporão e daqui seguir por Ribeira Cimeira e pela Aldeia do Xisto da Pena, utilizando um troço de 2km em terra batida para atingir Aigra Nova.

Contactos

Posto de Turismo de Góis

Largo Francisco Inácio Dias Nogueira
3330 Góis 
Portugal
(+351) 235 770 113
Associado

Câmara Municipal de Góis

Góis 
Portugal
(+351) 235 770 110
Associado

Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã

Rua dos Bois
3330 Aigra Nova, Góis 
Portugal
(+351) 235 778 644 (+351) 969 847 852

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